quarta-feira, 1 de abril de 2015

PRISÃO DOMICILIAR

            As cadeias estão lotadas, segundo o panorama apresentado pela mídia nacional. Será essa a razão de enviar prisioneiros para casa ?
            A preocupação da sociedade está em cada lar vitimado pela insegurança generalizada. Nas grandes cidades o cidadão é o verdadeiro preso em domicílio, porque sua liberdade de ir e vir está comprometida. Se colocar a cara na janela leva uma bala perdida. Se sair em sua porta para ir ao trabalho é assaltado e até morto pelas circunstâncias do assalto. Ou seja, a Síndrome do Pânico toma conta da situação tornando as famílias prisioneiras na própria casa. No carro ou a pé, sair da residência tornou-se arriscado.
            Enquanto isso, criminosos que são responsabilizados por um desastre social na maior empresa petrolífera do Brasil, provocando falências e desemprego em massa, recebem benefício de serem "premiados" com "prisão domiciliar".
            Quem, realmente, é prisioneiro ? O bandido beneficiado ou o cidadão e cidadã que se mantém trancafiados dentro do seu domicílio, com medo de por a cara na janela para não levar um tiro ou serem assaltados  em sua própria porta. Isso, sem contarmos com o fato de que quem consegue sair as ruas precisa seguir a orientação das autoridades de segurança pública para tomar os devidos cuidados em como se comportar, a fim de evitar a ação do "marginal", aquele que vive à margem da sociedade desde que nasceu...
             No momento em que o clima da Páscoa surge, melhor elevarmos nosso pensamento em fé de que a Paz entre nos lares louvando o Amor maior no ambiente de todas as famílias.
             Que esse Amor Maior possa tocar e combater a força do Ego ! 
           
           

sexta-feira, 20 de março de 2015

O JOIO E O TRIGO

                   Com a multiplicação do joio, o trigo está quase dominado, tornando-se assim contaminado. Desse modo, comer o pão de cada dia corre-se o risco de morrer envenenado. 

MEU NOME É NINGUÉM

                 Ninguém, numa manhã de domingo, saiu para caminhar e resolveu convidar Alguém para curtir a caminhada. Passou então na casa de Alguém e tocou a campainha.
                 - Quem é ? Perguntou Alguém.
                 - É Ninguém, respondeu.
                  Então, Alguém desligou o interfone.
                  Ninguém ficou sem entender porque Alguém desligou. Voltou a insistir na campainha e Alguém atendeu novamente.
                 - Quem é ?
                 - Sou eu, respondeu Ninguém.
                 - Eu quem ?
                 Sua amiga Ninguém, que mora na quadra ao lado.
                 - Ah! É você?! Tinha esquecido o seu nome. Quando atendi e respondeu que era Ninguém, não levei a sério. Depois, fiquei a pensar: - acho que tenho uma amiga com esse nome. Será que foi ela?!!!
                 Alguém pediu desculpas e desceu do apartamento, de onde não saia por algum tempo, e foi caminhar com Ninguém.
                 Ninguém comentou então:
                 - Puxa é mais fácil lembrar de alguém do que de ninguém!!!
               
               

quarta-feira, 18 de março de 2015

DEMOCRACIA, UMA INDIGNAÇÃO

              Uma bela palavra com um grande significado que, ao pé da letra  nos diz o que é. Nem a Grécia que a originou consegue mais conviver com ela, tão grande é o seu valor. Prefere conflitar-se com os valores da moeda dominante na vida ultramoderna. 
              O conflito está nas distorções do poder, quando emana do povo e em seu nome deverá ser exercido, segundo o princípio básico da Democracia. 
              Seguindo esse princípio, a Democracia é a representação de uma Nação no poder, logo deveria ser o povo no poder, governando em benefício próprio. No entanto, governar para o povo que em nosso Pais multiplicou sua representatividade através do pluripartidarismo tornou-se cada vez mais complicado. A "pizza partidária" transformou a Democracia em Oligarquias.
               As manifestações da Nação brasileira foram claras no sentido de reclamar suas necessidades básicas, Educação, Saúde, Segurança e Moradia. Para alcançar o seu bem estar o povo precisa de Governo e não de Partidos multiplicados, devorando os cofres públicos sem nada contribuir para a sociedade, assistindo de camarote a banda dos problemas passar, num desfile sem fim.
                Pedindo licença ao grandioso escritor João Ubaldo Ribeiro, faço uso da expressão do seu best-seller "viva o povo brasileiro" que continua vitimado pelos sofistas que brincam com a Democracia, zombando da inteligência popular. Qualquer cidadão reage a sucessivas punhaladas em um poder democrático.

sábado, 7 de março de 2015

AMAZÔNIA

                    Ha, ha !  Hu, hu! A AMAZÔNIA  é NOSSA !!!

MÃE DA HUMANIDADE

                  MULHER:  início, meio e fim da HUMANIDADE.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"MÃE GRALHA"

                "Mãe Gralha em busca da sobrevivência" é o novo livro que abrange uma literatura voltada para o público juvenil e adulto. Os amiguinhos que me prestigiaram com a leitura da 1ª edição de "Jorginho, o menino de ouro", cresceram ao longo desses 8 anos e certamente já alcançaram até a maior idade. E, na sequencia das fábulas, esta é a última que trata do drama que vivem as principais florestas brasileiras, vitimadas pelo descaso de quem detém representatividade para protegê-las.
               Tratando-se da Floresta de Araucária, o livro busca levantar a questão ambiental que persiste sem solução, já causando consequências relevantes na atualidade, principalmente na maior metrópole da América Latina, alem de todas as megalópoles.
              MÃE GRALHA  é uma história fictícia porém totalmente contextualizada na realidade vigente, onde a natureza arca com o prejuízo em confronto com a artificialidade. 
                O livro conta com a presença de dois personagens reais, amigos contemporâneos, naturais da região da Mata dos Pinhais, conhecedores profundos dessa natureza, onde nasceram e foram criados e atuaram profissionalmente. O Jornalista Névio Fernandes e o Advogado Juarez Furtado são os ilustres participantes dessa história, aos quais sou grato pela grande contribuição ao meu trabalho. 
                  É um livro que conta com ilustração fotográfica porque, mesmo que a história seja uma ficção, sua realidade é muito atual. Os personagens da aventura são a satisfação da produção literária do autor. 
                    Por tratar-se de floresta do Sul, a possibilidade de lançamento na semana do meio ambiente em Florianópolis é levantada. 
                   Espero que os amigos leitores gostem e manifestem opinião a respeito. 
                   Saudação de muita paz a todos. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

VIU NA INTERNET

                    Um aluno, em sala de aula, navegava sem parar para prestar atenção aos conhecimentos transmitidos pelos professores. Unido a um grupo de internautas fazia-se presente na classe apenas fisicamente. Para esse grupo os professores não existiam.
                    Em uma aula de matemática, cujo assunto era "regra de três", um membro do grupo de internautas disse a professora que já sabia a matéria porque "viu na internet". Ele já dominava o conteúdo. Na aula de português, a mesma coisa. O aluno "viu na internet" o assunto abordado na aula, que era Oração Subordinada. E respondeu:
                   - Que subordinada que nada, professora, eu sou  insubordinado mesmo ! Minha mãe que me aguente !
                   Nas aulas seguintes, de história, geografia, filosofia, sociologia e até mesmo física e química, aquele aluno "viu tudo na internet". Ao chegar na turma, exibia seus conhecimentos teóricos adquiridos pela navegação rápida, vapt-vupt.
                   Foi então que os professores, após um debatido conselho de classe (bate pra lá, debate pra cá), decidiram questionar  os alunos daquele grupo sobre suas presenças nas aulas.
                  - O que vocês internautas vem fazer no colégio ?
                  Todos deram a mesma resposta, de que estavam ali para se divertirem e ridicularizarem os professores, vítimas de um ensino do "cuspe e gis".
                   Os professores, também, decidiram formar um grupo de heróis combatentes e elaboraram uma prova específica para avaliar o conteúdo daqueles alunos tão tecnologicamente informados.
                   Na prova de cada disciplina demonstraram saber superficialmente um pouco de tudo. Todavia, não dominavam conhecimento de nada, porque a dificuldade era evidente na expressão escrita. E a ansiedade impossibilitava a concentração em qualquer assunto que exigisse equilíbrio emocional para dar lugar a razão. Como raciocinar sob o domínio da ansiedade ?!
                  (Interessante é lembrar que na evolução humana, primeiro o Homem se expressou pela linguagem da imagem através dos desenhos, depois Evoluiu para a escrita)...
                   Saber tudo simultaneamente, sem o domínio de nenhum conhecimento, foi a conclusão dos professores que preferiram deixar a nota em branco...
                    Por outro lado, os professores decidiram explorar a tecnologia com sabedoria. Experimentaram a liberdade de escolha de temas a serem pesquisados na internet, em cada disciplina, oferecendo aos alunos a oportunidade de se focarem em um assunto, e ir fundo na pesquisa. Aqueles acostumados a navegar a deriva, vitimados pela falta de uma bússola, se ferraram. Já os que apresentavam um pouco de controle sobre a ansiedade, autodomínio emocional, demonstraram objetividade e determinação na pesquisa. Ou seja, a bússola que os orientou na internet foi o exercício da leitura no ensino fundamental, que garantiu a esses estudantes um poder de concentração. Concentrando-se é possível focar um objetivo a ser alcançado.
                     O mais importante nessa experiência, fora das estatísticas oficiais, foi a exposição da pesquisa na classe, observando os professores que alguns alunos deram aula sem utilizar a leitura do trabalho. Apenas explicaram de forma surpreendente o assunto pesquisado na internet, como prova de que obtiveram e dominaram um conhecimento. Visitaram bibliotecas e leram tudo sobre o que estavam pesquisando.
                     Navegaram com precisão, quando "navegar é preciso..."