Quero um tema
de teima
falando de amor
falando que existo
mostrando que sou
homem humano
querendo viver
no mundo das rosas
brancas
brancas
brancas
Sem um pingo vermelho
que sinta receio de me aproximar
pois apesar de ser rosa
não quero rosa
na cor
prefiro rosa flor
Rosa imaculada
branca meu amor
branca minha flor
(A.Guimarães)
Jorginho, o menino de ouro desperta o leitor para uma ação e reação frente a uma sociedade marcada pelo antagonismo entre as classes sociais, que gera a abundância e a riqueza assim como a pobreza e a miséria. Numa atmosfera nostálgica e realista, conduz à urgência de uma mudança de atitude de cada ser humano, em prol dos outros, da vida do outro, pelo outro. (Marilyn de L. B. R. de Souza)
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O POSTE
Estrtanha massa de concreto
sólido
desumano
Alta palmeira plantada
pelo ato humano
As ramificações luzem à noite
E tiram a cidade das trevas
O cimento rude escora
e ancora veículos sem governo
levando vidas
sem vida
em vida
Para-peito do bêbado angustiado
que repousa aos pés do leito seco
umidecido pelos cães na hora do mijo
A árvore sai e dá lugar
ao monumento erguido
na superfície sem raízes
que brota para o futuro
(A.Guimarães)
sólido
desumano
Alta palmeira plantada
pelo ato humano
As ramificações luzem à noite
E tiram a cidade das trevas
O cimento rude escora
e ancora veículos sem governo
levando vidas
sem vida
em vida
Para-peito do bêbado angustiado
que repousa aos pés do leito seco
umidecido pelos cães na hora do mijo
A árvore sai e dá lugar
ao monumento erguido
na superfície sem raízes
que brota para o futuro
(A.Guimarães)
CANÇÃO DO EXILADO
Minha terra tinha palmeiras
hoje palmeiras não há
as aves que aqui gorjeavam
já não têm onde gorjear
Sabiá foi para longe
em busca de novo lugar
a distância era tanta
que não conseguiu chegar
Estranha floresta encontrou
era "pinnus" sim senhor
alimento não havia
e ali ele pousou
Mesmo sendo sua terra
sabiá não se encontrou
pois tiraram-lhe as palmeiras
nada mais então restou
hoje palmeiras não há
as aves que aqui gorjeavam
já não têm onde gorjear
Sabiá foi para longe
em busca de novo lugar
a distância era tanta
que não conseguiu chegar
Estranha floresta encontrou
era "pinnus" sim senhor
alimento não havia
e ali ele pousou
Mesmo sendo sua terra
sabiá não se encontrou
pois tiraram-lhe as palmeiras
nada mais então restou
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Precatórios
Quanto mais esperamos da justiça, menos dias vivemos. Parece algo estratégico de xadrezistas manipuladores que satisfazem o próprio ego travestidos de justiceiros do povo. Quando surge nos trámites judiciários montantes de precatórios anunciados, olhos gananciosos passam a espreitar e a sondar como hienas as carcaças humanas que apodrecem ao longo dos anos de espera por uma solução definitiva.
Até quando estaremos diante de maus exemplos do Estado, sempre representado por ideologias assassinadas quando assumem o poder ? Respondo: até quando o ser humano mudar. O que muda é apenas o cenário e o palco onde atuam os dignos representantes do povo.
Por outro lado, a vitória do sistema capitalismo sob o domínio da globalização atropela até mesmo os mais preparados para enfrentar os obstáculos dessa vida econômica.
O lamentável de tudo isso é que o Capitalismo Selvagem favorece ao fortalecimento de uma Justiça que se faz de sega, quando quer, porque o poder político e econômico prevalece. Não interessa os Direitos se os governantes não cumprem os Deveres do Estado para com o seu povo.
Vivemos na sétima potência econômica mundial, com crescimento da produção de Petróleo, porém falta ainda verba para saúde, educação e segurança, além de um aumento absurdo do combustível. Todavia, controlamos o dólar e a dívida externa. No entanto, a distribuição da renda ainda vive no plano teórico.
Se realmente o povo fosse dignamente representado, os seus Direitos seriam respeitados em primeiro plano, como interesse político número UM. Aí também é sonhar demais, não é ?!
Até quando estaremos diante de maus exemplos do Estado, sempre representado por ideologias assassinadas quando assumem o poder ? Respondo: até quando o ser humano mudar. O que muda é apenas o cenário e o palco onde atuam os dignos representantes do povo.
Por outro lado, a vitória do sistema capitalismo sob o domínio da globalização atropela até mesmo os mais preparados para enfrentar os obstáculos dessa vida econômica.
O lamentável de tudo isso é que o Capitalismo Selvagem favorece ao fortalecimento de uma Justiça que se faz de sega, quando quer, porque o poder político e econômico prevalece. Não interessa os Direitos se os governantes não cumprem os Deveres do Estado para com o seu povo.
Vivemos na sétima potência econômica mundial, com crescimento da produção de Petróleo, porém falta ainda verba para saúde, educação e segurança, além de um aumento absurdo do combustível. Todavia, controlamos o dólar e a dívida externa. No entanto, a distribuição da renda ainda vive no plano teórico.
Se realmente o povo fosse dignamente representado, os seus Direitos seriam respeitados em primeiro plano, como interesse político número UM. Aí também é sonhar demais, não é ?!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A BRASILEIRA
A sociedade brasileira vive mais um sucessivo momento histórico com a posse da primeira mulher Presidenta do pais. Um acontecimento seguido da eleição do primeiro Presidente, genuinamente popular, cuja biografia não nega sua origem de plena pobrreza e humildade. Infelizmente, pobreza não é sinônimo de humildade. Mas o Presidente Lula conseguiu reunir os dois caracteres humanos e, com seu carisma de político nato, fez novamente história elegendo sua sucessora.
Voltando ao tema da mulher eleita presidenta do Brasil, está cada vez mais claro a transformação da sociedade com a evolução feminina definindo sua ocupação em todos os seteores e escalões. A família conjugal se sobrepos à tradicional, peermitindo que a mulher assuma o seu papel social, além das fronteiras dos laços familiares de guardiã do lar e reprodutora, mesmo que para isso pague um custo muito alto no terreno da competição com o masculino. Maria Quitéria, Anita Garibaldi e Maria Moura, exemplos de guerreiras, estão substituidas hoje pelas milhões que batalham na guerra da sobrevivência.
Neste pais miscigenado pela audácia e astúcia dos aventureiros, cabe uma referência ao fator origem, mais uma vez européia, predominando no rosto brasileiro.
A história da sociedade brasileira parece obedecer a uma linha sucessiva de fatos promovidos pelos aventureiros europeus. Se não fosse Cabral descobrir as terras, inspirado por Colombo, quem seríamos ? Um português, o outro italiano e outros espanhóis, franceses e holandeses. E agora, se não fosse o pai búlgaro de nossa Presidenta aventurar-se para o além-mar ocidental, que rosto teria a primeira mulher mais poderosa do Brssil, sétima potência do mundo ?
Aldemir Guimarães
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
LIVRARIAS
Os livros do autor são também encontrados nas livrarias:
PAPELOTE Livros e Papéis - Nova Friburgo(RJ)
Papelaria CAPOZI - Bom Jardim(RJ)
LIC Livros & Idéias - Cordeiro (RJ)
Canto do Livro - Maricá(RJ)
PAPELOTE Livros e Papéis - Nova Friburgo(RJ)
Papelaria CAPOZI - Bom Jardim(RJ)
LIC Livros & Idéias - Cordeiro (RJ)
Canto do Livro - Maricá(RJ)
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
LIVRARIAS
Os livros - "Meu Tempo Nosso Tempo", "Jorginho, o menino de ouro" e "A Formiga Solitária" - são encontrados nas seguintes livrarias:
Livrarias Castro Alves - Araruama(RJ)
Livraria Templar - Saquarema(RJ)
Livraria Nobel - Lages(SC)
Livraria Clips- Lages (SC)
Livrarias Catarinense - Florianópolis(SC)
Adquira os livros pelo celular: (21) 8821-4785
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
APOSENTADORIA
Ter trabalhado no Colégio Militar do Rio de Janeiro foi uma das maiores experiências de minha vida. Um grande desafio, apesar de muitos conflitos pessoais, consequencia de um sistema institucional impróprio à personalidade de muitos profissionais civis em contraste com os caracteres militares.
Ao aposentar-me como professor, neste ano, completei 20 anos nessa institucão confessando que o esforço foi o maior possível de um guerreiro, na maioria das vezes incompreendido. No entanto, não sei se deixo saudades, mas sentirei, dos contatos de aprendizagem com o corpo discente, uma boa recordação.
Ao aposentar-me como professor, neste ano, completei 20 anos nessa institucão confessando que o esforço foi o maior possível de um guerreiro, na maioria das vezes incompreendido. No entanto, não sei se deixo saudades, mas sentirei, dos contatos de aprendizagem com o corpo discente, uma boa recordação.
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