Um dos jogos mais antigos que,ao mesmo tempo em que nos deleita, contribui para o desenvolvimento intelectual, é o xadrez. Através dele aprendemos que a estratégia de defesa é de suma importância para a proteção de sua majestade o Rei. As peças se movem e são sacrificadas para que Sua Majestade não seja dominada.
Em se tratando de um jogo que revela um estudo de como evitar a queda do Rei, sustentando-o no poder, todas as peças entram em combate para que o castelo não seja invadido pelo inimigo. Que morram todos, menos o Rei e a Rainha.
Nos tempos modernos, talvez até de Chaplin, sua majestade adquiriu várias formas, cada uma em seus diferentes castelos.
Considerando a evolução da monarquia para a República cujo "poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido", somente satisfazendo a esse povo é que suas majestades garantirão os seus castelos de pé. Quem precisa ser protegido são os Peões, que nos antigos Castelos davam a vida em defesa do Rei.
Na atualidade, a sociedade criou sua estrutura geradora da figura institucional do Estado Protetor, aquele que garante a manutenção das necessidades essenciais dos cidadãos lhes proporcionando uma vida digna.
No jogo de xadrez o Rei entra em xeque-mate se toda sua estrutura de segurança ruir e suas invioláveis acomodações forem dominadas pelo invasor. Na sociedade atual, todos os cidadãos sofrem xeque-mate quando perdem a proteção do poder público, representante do Estado, que deve oferecer a estrutura essencial para que eles vivam dignamente.
Em um Estado em xeque-mate é sua população quem sofre as consequências com a falta de servições essenciais.
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