quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CONVERSA COM DEUS: ELE É QUEM SABE ?!

Quando nasci, na década de 40, fruto do relacionamento matrimonial de um casal adolescente, não havia medicina. Se havia, ninguém via. A dona Zefinha foi a parteira. Quase todos, se não todos, ali do bairro em formação nasceram em suas mãos. Todos perguntavam : - será menino ou menina ?! Só Deus sabe ! A incógnita do nascimento é um amaranhado de questões que se resume no sentido da vida. O que é a vida ?! Numa época de desconforto, sacrifícios que não se comparam aos do Mestre, mas são comparáveis aos que continuam vivendo nas comunidades marginalizadas e nos sertões da Terra, que representam a maioria da população globalizada. Época de falta de recursos quando nasci e continua a existir. Ser sexualmente indefinido quando a medicina não existia era natural. Os sentidos humanos mais avançados arriscavam palpites que confirmavam um sexto sentido materno. Pelo formato da barriga, pelo contato direto da mãe, as opiniões se dividiam. É menino! É menina! No entanto, a evolução tecnológica dos tempos ultramodernos permitiu que a medicina se desenvolvesse até que respondesse a essa pergunta do tempo das parteiras. Os estudos e conhecimentos adquiridos com a medicina respondem a essa e muitas outras questões do mistério do nascimento. Senhor, porque com tanto avanço da tecnologia medicinal a questão da sexualidade continua indefinida no reino animal humano? Um corpo, biologicamente definido no pré-natal como menino ou menina, não deveria seguir os ditames da exatidão científica enquanto no existir terreno?! Senhor, deste ao Ser Humano o privilégio da razão. É por isso que os desafios são eternos ?! Novos tempos sempre surgem, desafiando os conhecimentos. Daí, as revelações da sexualidade contradizendo as definições no parto. Nascer menino ou menina, biologicamente, diante da identidade burocrática tornou-se um novo dilema e desafio para a legislação que estabelece regras de comportamento do indivíduo na sociedade. Para finalizar, apenas mais uma pergunta: Quem pode explicar isso?

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

NATAL

Que o Espírito do Natal permaneça no meio de nós por todo o Ano Novo ! Uma feliz reunião natalina a todos!!!

TERRA DE DEUS, TERRA DE NINGUÉM

Conta a História que o Criador nomeou Jerusalém para ser o berço do Espírito Superior encarnado na superfície terrestre. Que tornou-se o mais seguido e adorado em todos os tempos. Um Ser Humano que nos trouxe todas as lições de bons e maus exemplos no convívio da Humanidade. Mostrando a força do Mal, superou a dor para viver o Bem, exemplificou o Amor acima de todas as coisas pela Fraternidade e a Solidariedade, exaltando a União dos povos... O filho de Deus, Jesus, a cada ano se fortalece ao nascer em cada um convencido pela Fé de sua passagem tão rápida e ao mesmo tempo permanente pela Terra. Para os que creem, a poderosa sociedade dos seus 33 anos de vida física, que o sacrificou desde seu pré-natal, não conseguiu transformar-se através das mensagens daquele "santo de casa", pregador do Amor e a Paz entre os "Homens de boa vontade". Certamente, não houve e nem há vontade alguma em mudar o "Status quo" daqueles que adormecem em berços esplêndidos e não em uma manjedoura... Seu berço não foi de ouro. Sua vida, curta para nós, não foi dourada. Porém, suas mensagens foram tão brilhantes que permaneceram entre nós, persistindo e insistindo que o Amor, a Fraternidade e a Solidariedade são o Elo da corrente da Paz. Será que as permanentes disputas de terras na Terra onde o Mensageiro da Paz nasceu revelam um conflito eternizado pela rejeição ao mais influente dos filhos de Deus, o Mestre dos mestres?! A Terra que disputam, a quem pertence ???

domingo, 24 de setembro de 2017

O PAIS DO FUTURO

Lá pelos idos do ano 1.500, quando os europeus, por necessidade sempre econômica de sobrevivência, aventuraram-se enfrentando os monstros do oceano Atlântico e descobriram a América, também encontraram uma terra que batizaram de Brazil. Aliás, o pau cor-de-rosa não existe mais, virou cinza. Graças a ele, o pau, esse nome foi dado ao futuro pais. Na expedição do descobridor do Brazil, Pedro Álvares Cabral, havia o escrivão da frota Pero Vaz Caminha responsável em manter o Rei de Portugal informado sobre a viagem. Ele tornou-se importante com a expressão de valor ao Brazil, então futuro pais, admirado com tanto chão a ser explorado, dizendo em sua primeira carta ao Rei D. Manuel: "A terra é rica e generosa, em se plantando tudo dá..." O negócio era plantar!!! No momento do descobrimento o melhor mesmo era explorar. O que tornou-se um mau costume hereditário. Assim, nascia o Pais do Futuro. Por outro lado, a terra não era pura flora e fauna, além do litoral e vias fluviais abundantes, tinha moradores. Esses que, na relação dominante-dominado, quem pode manda, sairam desossados ao longo do processo de exploração. Os chamados "índios" travaram longas batalhas para fugirem dos caçadores. O choque de civilizações foi se arrastando até os dias atuais com o processo de formação da miscigenação. Abriu-se o porto e o Pais do Futuro começou a surgir. No caminho pensado por Caminha nasceu a agricultura, com os senhores Capitães Hereditários comandando a produção. Aí nascia a cana, que cresceu, virou adulta e rendeu muitos lucros, que não ficavam no Pais do Futuro. E hoje, para onde vão os lucros ?! Ficam travados nos impostos elevados. E assim, encurtando a história em simples exemplo, o Pais do Futuro continua prisioneiro dos maus hábitos do passado. Tudo para os reis, nada para o povo.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

À LUZ DA COMUNICAÇÃO

                Seguir a diante, caminhando em linha reta, subindo e descendo ladeiras sem olhar para trás, é uma característica da evolução humana, enquanto membro de uma grande comunidade chamada Terra. Como habitante deste planeta, o único ser considerado racional busca sua sobrevivência num convívio conflitante, pisando nos próprios pés, caindo e levantando.
                Natural foi a evolução da humanidade através da comunicação. Na imensidão do globo terrestre diferentes tribos sempre trocaram suas correspondências, falando línguas diversas.
                A comunicação escrita, ampliada e alimentada pelo senhor Gutemberg, deu início a uma  nova era, da imprensa. Sua importância para o convívio social passou a ser inevitável, valorizando a comusnicação de massa. 
                 Felizmente, é necessário seguir em frente olhando para trás, reconhecendo que o que a sociedade conquista hoje deve a conquistas anteriores, como base do processo evolutivo da humanidade que, no entanto, não perde o caráter do conflito. Conflitos geradores da progressividade. 
               Com a velocidade da luz e do som, o evoluir da grande comunidade Terra ganhou expansão, porém, ainda muito regionalizada. O mundo permaneceu bem dividido e definido, entre desenvolvidos e subdesenvolvidos. Surgiu então a eletrônica e a cibernética, culminando com a informatização alavancada pela genialidade do senhor JOBS, iluminando com sua racionalidade especial a comunicação internáutica... 
                 Navegar passou a ser mais preciso. 
        Não há mais obstáculos para os cidadãos do mundo se conhecerem, mesmo que superficialmente, correndo o risco dos encantos e desencantos da identificação. Não se depende mais, exclusivamente, dos meios de transportes para uma visita a lugares "nunca dantes navegados". Basta sentar a frente de um computador, ligá-lo, acessar a Internet e viajar com precisão. 
                Diante deste grande poder da comunicação, como ousam os ditadores sobreviverem ? 
         Um cidadão de uma região oprimida pelo autoritarismo político, dominador através da violência, ao navegar no oceano da Internet adquire informações de liberdade democrática mais do que suficiente para propagar entre seus concidadãos e enfrentar novos conflitos na busca do que é melhor para o Ser Humano: conviver harmoniosamente, em nome da Paz...
                 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

A RUA DO MEDO

             Naquela cidade do século XXI, todos os habitantes desfrutavam de uma vida completamente voltada para o lazer. Em todos os bairros, o que alimentava a noite eram os bares e restaurantes que tinham hora para abrir mas não tinham para fechar. A vontade do freguês em primeiro lugar. 
              Naquela cidade do século XXI, as ruas pegavam fogo em cada esquina. O acúmulo de lixos era tamanho que a coleta tornou-se insustentável, priorizando as queimadas. As labaredas atingiam os fios deixando a cidade na escuridão, na maioria das ruas e avenidas. Tubulações de gás explodiam, tirando o sono de qualquer prefeito, bem como a imprensa e toda população de plantão. 
           Naquela cidade do século XXI, a energia não faltava nas baladas e shows graças aos geradores de serviço, sempre aptos para entrarem em funcionamento no bairro da gastronomia. Toda adrenalina mantinha a vida noturna. Os celulares não eram prejudicados, mantendo a comunicação à distância. O trabalho da polícia passou a ser tão necessário quanto comer feijão com arroz, diariamente, ou melhor, dioturnamente. Como se divertir, bebendo, bebendo, bebendo e dançando, sem praticar violência ???      
      Naquela cidade do século XXI, o relacionamento via internet passou de profissional para, prioritariamente pessoal, produzindo afeições e decepções entre encontros e desencontros, amores e desamores. A lucidez tornou-se rara nos atos do cotidiano estressante, do trabalho produtivo em prol do crescimento econômico acelerado na era da globalização. O entretenimento noturno, nos bares com banheiros masculino e feminino lotados, representava a grande catarse, que só os estádios de futebol não satisfaziam mais. 
            Naquela cidade do século XXI, havia uma rua misteriosa onde ninguém frequentava e que a prefeitura decidiu lacrar, instalando um portão na entrada com cadeado. Os moradores foram embora da cidade por se sentirem isolados e até ameaçados, na condição de desajustados sociais. A população tratava aquela rua como assombrada porque era a única diferente da cidade. À noite, a Rua do Medo era totalmente iluminada, não havia fogueiras de lixo, mesmo antes quando os moradores lá viviam. 
              Na Rua do Medo, a Prefeitura nunca encontrou problemas como no restante da cidade para resolver com dificuldades. Apenas cobrava os impostos, pagos em dia. 
              Um certo dia, o mistério acabou. Um menino muito curioso, achou um jeito de atravessar o grande portão, desafiando os colegas. Ao chegar do outro lado, descobriu o que mantinha aquela rua diferente de todas as outras da cidade... Parou em frente a um casarão antigo, que parecia assombrado, e resolveu criar coragem e entrar... Ficou assustado a princípio. Não havia ninguém. Diante dele surgiram dezenas de estantes cheias de livros. Era uma biblioteca abandonada... O menino chamou os coleguinhas e passaram o dia inteiro naquele casarão assombrado. E voltaram, e voltaram e voltaram sempre à Rua do Medo, depois de descobrirem que o que assustava a todos eram os vultos que ali desfilavam com suas obras literárias, eternizadas pelas leituras que deixaram de ser incentivadas... 

              

terça-feira, 25 de julho de 2017

FLIP

            Durante a Feira Literária de Paraty - FLIP - de 26 a 30 de julho, os títulos "Jorginho, o menino de ouro" - "A Formiga Solitária" e "O Último em canto" poderão ser encontrados na Livraria Paraty, sob a direção de Dona Norma. 

LIVRO ELETRÔNICO DA UFSC

          Em sua 3ª edição, o livro Eletrônico Literatura Infantil e Juvenil da Universidade Federal de Santa Catarina, sob a Coordenação da Profª Eliane Debus, 2016, reune os meus quatro títulos. Agora podem ser consultados eletronicamente, "Jorginho, o menino de ouro" - "A Formiga Solitária" - "O Último em canto" e "Mãe Gralha em busca da sobrevivência", através do site: 
         http://literaturainfantiljuvenilsc.ufsc.br/.